
A Secretaria de Educação de Sumaré ( a 118 km de São Paulo) decidiu afastar a professora que enviou um bilhete aos pais de um aluno de 12 anos orientando-os a dar cintadas e varadas para educá-lo. Ela ficará sem dar aulas até a conclusão da sindicância interna, que pode durar até 180 dias.
Inicialmente, a prefeitura havia informado que iria oferecer um afastamento de licença médica para a professora, mas a assessoria afirmou que a secretaria mudou de posição “para que o processo de sindicância ocorra sem problemas e para que a professora possa se defender tarnquilamente”.
Representantes da escola fizeram uma reunião hoje com os pais do garoto. A docente da escola municipal José de Anchieta, que não teve o nome informado, abonou o dia de hoje.
Ela enviou aos pais do aluno um bilhete, em papel timbrado da escola e escrito à mão, pedindo que os eles conversem com o garoto e, se isso não resolver, que partam para a agressão. “Se a conversa não resolver. Acho que umas cintada vai resolver (sic)”, diz o recado.
Segundo os pais, o menino teve diagnóstico de dificuldade de aprendizagem há dois anos. Ele está na 5ª série e passa por acompanhamento psicológico. A família diz ainda que o garoto sofreu bullying dos colegas após ter sido criticado pela professora.
A Secretaria de Educação da cidade informou ainda que a direção da escola não sabia do envio do bilhete, que, pelas regras, deveria ter passado pela orientação ou coordenação, antes de ser entregue aos pais.
via Folha









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