Cézar do BBB15: o mestre sertanejo da oratória

Cézar como o próprio nome diz é um Imperador das palavras e da oratória. Que pena que é mais fácil entender alguém falando latim do que tirar sentido do que ele fala.


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Jeito de mulher, num corpo de Cowboy, do tipo que não olha pra ninguém.”
Xitãoró e Chorão Zinho, sobre Cézar do BBB 15.

Cézar o metrosexual sertanejo não é apenas uma versão roceira do Kleber Bambam esmurrando desesperadamente a porta do armário. É um poeta, um aedo, quiçá, um rapsodo.

Com um vocabulário digno de Guimarães Rosa e uma sobrancelha digna de Vera Verão Cézar samba na linha que separa a erudição da lógica formal elevando seu discurso aos píncaros do retardo onde sequer Pedro Bial em seus dias mais inspirados de Use filtro solar conseguiu chegar.

E é precisamente essa capacidade infinita de usar seu riquíssimo vocabulário enquanto fala como se estivesse narrando um rodeio que levará Cézar a seu triunfo no BBB e, principalmente, a sua vitória contra o bom senso e o sentido.

Senão vejamos:

DISCURSO 1 – Ética e Ontologia de Cézar, o ermitão

Cézar não somente fascina por seu charme de garimpeiro ao usar sua camisa aberta até quase o umbigo, mas sobremaneira por seu voto estóico de manter-se enquanto o último baluarte da ética, da moral e dos bons costumes no Big Brother.

Para tanto ele não poupa nem a lógica nem a concordância verbo-nominal atropelando a um só tempo a coerência e o português formal ele nos promete que não participará de “grupos formais ou informais” ou seja se manterá sozinho galgando a estradão da retidão, da santidade e do metrosexualismo country.

DISCURSO 2 – Pompa, Cizânia e Beneplácitos

Se em seu primeiro discurso sua grande inimiga fora a prosódia agora Cézar se volta contra o ortoépia destruindo a correta pronúncia de basicamente todos os sons que emite sem jamais se esquecer de fazê-lo enquanto imita o narrador do rodeio de barretos em meio a uma crise de piriri gangorra.

Se sentindo cada vez mais a vontade, tanto com as palavras como com a porta do armário, Cézar nos choca com sua camisa de bolinhas que grita hétero até o cóccix e também com o uso (incorreto) de termos como efêmero e beneplácito.

Uns diriam estar Cezar mais louco que o próprio Bátima, outros mais enrustido que o próprio Robin. Caberá ao tempo nos dizer o que acontece!


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