Como entender a política brasileira usando Game of Thrones


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O cenário político brasileiro é uma confusão. Todo mundo brigando com todo mundo, os candidatos à presidência discutindo em debate, uma grande zona no nosso país.

E você, perdido no meio disso tudo, se quiser entender melhor quem é quem, um bom caminho é começar pelo post que esse rapaz aqui fez no Facebook comparando, segundo a visão dele, os candidatos na vida real com personagens de Game of Thrones.

Independente do seu posicionamento político, não dá pra negar que ele foi bastante criativo.

“Havia um rei barbudo e bonachão. Ele governou o reino por muitos anos com certa estabilidade, mas o seu reinado acabou.”

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Seu herdeiro legítimo era conhecido pela inflexibilidade e não era muito popular e ainda menos carismático. Mas era determinado. Entretanto acabou por se unir às pessoas erradas e foi derrotado.

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Seu outro herdeiro parece uma versão mais nova dele mesmo. Não tem muita personalidade, mas possui o desejo de governar. Os Lordes de Westeros o acham mais tratável do que seu irmão do meio.

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O Rei tinha uma esposa. Essa esposa era ambiciosa e cruel. Ela deu um jeito de derrubar o rei e colocar seu próprio reino no lugar. E agora quase ninguém a suporta no Trono e ela se vê com poucos aliados (malz Cersei).

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O pior inimigo da rainha já foi da sua casa, mas andou explanando seus crimes. Agora ela quer a cabeça dele. Andou dando uns tapinhas no filho da rainha também. É um lorde sagaz, estudioso, que sabe levar os outros na conversa e tem certa capacidade de liderança e política mas parece estar condenado a viver sempre à sombra dos outros. É carismático, mas frequentemente perde a cabeça e faz merda.

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O maior aliado da rainha não é dos aliados mais confiáveis. Aliás, está escrito em sua testa “não sou confiável” mas a Rainha confia mesmo assim. Com seu sorrisinho fácil e atitude contida, pode não ser muito querido mas não se deve subestimar sua inteligência.

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O filho da rainha é um babaquinha. Um moleque mimado que não entende nada de política e que ninguém gosta. Tenta parecer diferente e independente da mãe mas é a cara dela.

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O lorde da casa da rainha sabe manter alianças com os outros lordes e é conhecido por “cagar ouro”. Para esses mesmos lordes ele pode ser visto como capaz, mas para os plebeus ele é só mais um babaca de sangue azul. Mesmo assim ele ainda ajudou o Rei e a Rainha a não destruir o reino de vez.

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Quem é essa pessoa? Um estrangeiro desconhecido que só aparece de vez em quando sem ser chamado, meio que saído das sombras. Parece querer o bem do reino mas também muda de opinião (e de lealdade) com frequência. Sua suavidade e sua voz fina podem esconder alguém mais perigoso do que se imagina. Mas pelo menos, talvez devido às suas origens humildes, tenha certa consideração pelos plebeus.

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Eis o filho da puta que começou com todo esse caos, mas poucos se lembram ou mesmo sabem disso. Ele tem aliados por todos os reinos e sabe comprá-los ou chantageá-los. É ardiloso e sabe agir pelas sombras e manobrar sempre a seu favor (e sempre fodendo os outros).

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Quase ninguém conhece esse engomadinho. Parece banqueiro mas na verdade só trabalha para um banco poderosíssimo que sempre cobra suas dívidas. É estrangeiro, pouco entende da política dos Sete Reinos e menos ainda das necessidades dos plebeus.

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Outra estrangeira (que não é bem estrangeira, embora seja vista pelos plebeus como tal). Pouco conhecida do povo comum, mas temida pelos senhores. Sua maior arma é o fogo. Domina a arte da invasão. Não pretende alimentar a roda do poder, mas quebrá-la (mesmo que isso signifique fazer parte dessa roda, o que é claramente paradoxal). Pelo menos no começo parece não ter muita chance. Mas certas ameaças vindas do Leste do mundo conhecido sempre deixaram os senhores de Westeros com o cu na mão.

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O maior perigo de todos. No começo ninguém acreditava nele, parece uma espécie de mito tirado de algum livro infantil, mas é real. Sua ameaça aos Sete Reinos nunca foi tão forte e é cada vez maior. Ele governa um número muito grande de zumbis barulhentos com vocabulário limitado que o seguem aonde ele for. E se aproveita da instabilidade dos Sete Reinos para atacar e governar. Precisaremos de um Azor Ahai ou teremos um longo inverno de quatro anos.

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E tem o cara da Igreja. Não é muito poderoso e ninguém sabe ao certo sua origem mas ele parece ser bem humilde e se preocupar legitimamente com o povo. Só é meio pirado na religião e cheio de dogmas ultrapassados que o atrapalham mais do que o ajudam.

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Ninguém. Ele está em todos os lugares, possui todos os disfarces, domina todas as técnicas, esconde todos os segredos, dibra como ninguém (ou seja, como ele mesmo). O seu papel na política de Westeros ainda é incerto, mas com certeza ele age por baixo dos panos.

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