Quando a cachaça bate em câmera lenta


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Eu sinceramente acredito que a classe dos cachaceiros está em extinção. Na verdade, é um bom objeto de estudo. Acompanhe: quando vemos um cachaceiro (estou falando dos LEGÍTIMOS, os cachaceiros roots que bebem aquelas Caninha da Roça) ele geralmente é um cara de 40 anos ou mais, morador de alguma cidade com nome engraçado do interior e com poucos dentes na boca.

Não existem cachaceiros jovens, parece. Daí a gente para um pouquinho e bota a mão na consciência. Eles estão em extinção e devemos tratar com atenção e carinho cada espécime que ainda existe vagando por aí. Esse cara, por exemplo.

O vídeo não poderia ser diferente: ele se passa em um boteco e o cachaceiro em questão está sem camisa (cachaceiros não costumam usar camisa), daí as coisas ficam magníficas.

Você, no decorrer do vídeo, não sabe se ele é só mais um alcoolizado ou um artista do Cirque du Soleil. A leveza, a sinceridade, o amor que esse cara passa em seus movimentos é algo mais belo que toda a performance de Natalie Portman em Cisne Negro.

Ah, sim. Aí ele cai.

dica manera enviada pelo Marcelo Freitas que deve ter visto no blog do Jesus azul